Brasileiros estão simulando vendas em maquininhas para pagar a fatura do próprio cartão



É proibido usar maquininhas para simular vendas com cartões e, assim, adiar o pagamento da fatura.

Os bancos e as administradoras de cartões de crédito estão dê olho em uma nova estratégia que vem sendo utilizanda pelos consumidores para adiar o pagamento da fatura; muitos brasileiros estão utilizando maquininhas de cartões para “simular” vendas e, com isso, conseguir dinheiro da administradora para pagar a própria fatura; o chamado autofinanciamento.

Maquininha de cartão POS

Conselho Monetário Nacional (CMN) veta o autofinanciamento por meio de maquininhas; prática ilegal tem sido utilizada para pagar faturas e até conseguir dinheiro sem precisar, oficialmente, fazer um empréstimo ou obter outra linha de crédito.

Quando o cliente utiliza uma maquininha de um terceiro fica mais difícil para a administradora descobrir, mas vale lembrar que as credenciadoras podem solicitar notas fiscais e outros documentos para comprovar a legitimidade de uma venda.

O ideal é nunca passar o próprio cartão de crédito da maquininha, mesmo que seja para testar o equipamento.

COMO FUNCIONA

Por exemplo, a pessoa tem uma fatura de R$300,00 que vai vencer no cartão de crédito; para conseguir dinheiro a pessoa usa uma máquina própria ou de terceiros para simular uma venda de R$300,00, com isso consegue dinheiro para pagar o próprio cartão.

A prática tem sido possível pois as credenciadoras têm reduzido o prazo para pagamento das vendas; algumas credenciadoras pagam as vendas em apenas 1 dia útil.

A prática de autofinanciamento é ilegal e pode ser considerada uma fraude contra o sistema financeiro nacional, pois o titular está simulando uma nova compra para conseguir o dinheiro para pagar a  própria dívida da administradora.

Na prática é como fazer o credor pagar a própria dívida do consumidor de forma a postergar o saldo devedor.

O “loop infinito” do pagamento da fatura com a maquininha de cartão pode viabilizar que o consumidor postergue o pagamento da dívida por meses. Como as taxas das maquininhas geralmente possuem taxas inferiores às do rotativo ou parcelamento da fatura, tal técnica tem sido utilizado para “burlar” o pagamento da fatura sem ter que pagar os juros do cartão.

A má notícia é que se a administradora descobrir, o cartão de crédito pode ser cancelado unilateralmente, pois o consumidor está simulando uma compra em uma maquininha própria.

O contrato das maquininhas também costuma vetar o processamento de vendas com cartões de mesma titularidade da maquininha ou ainda de sócios da empresa.

Embora as próprias administradoras já ofereçam empréstimos pelo cartão de crédito, tal taxa é muito superior ao valor cobrado dos estabelecimentos nas vendas com cartões. Além disso, quando o consumidor faz um empréstimo, parcelamento de fatura ou usa o rotativo, ele está sujeito à cobrança do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Fora o risco de ter o cartão ou a maquininha cancelada, há ainda o risco financeiro, pois, dependendo do limite do cartão, a pessoa pode se endividar mais do que pode pagar.





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