Cade pode proibir bancos de atuarem no setor de maquininhas



Rumor: Cade pode proibir bancos de atuarem no nicho das maquininhas.

O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) já abriu um processo contra a Rede, do Banco Itaú, por praticas anticompetitivas, a credenciadora havia adotado a praticada de pagamento das vendas em 1 dia útil, mas passou a exigir conta bancária no Banco Itaú. Ao que tudo indica o Cade pode ir além e proibir os bancos de atuarem no setor de pagamentos com cartões.

Maquininha da Rede

Para reduzir a participação dos grandes bancos no setor de pagamentos com cartões, Cade estudo veto aos bancos no setor de adquirência. (imagem: divulgação Rede / Banco Itaú)

De acordo com a Coluna de Lauro Jardim no Jornal O Globo, o Cade pode ir além e impedir os bancos de atuarem no setor de maquininhas.

A medida, se confirmada, pode trazer um grande impacto para o setor de pagamentos no Brasil, visto que hoje as duas maiores empresas de adquirência estão nas mãos de grandes bancos. A Rede (controlada pelo Banco Itaú) e a Cielo (do Bradesco e do Banco do Brasil).

Caso o veto aos grandes bancos realmente aconteça, pode ser que o setor de adquirência fique mais pulverizado, visto que hoje os grandes bancos controlam a maioria dos pagamentos com cartões de crédito e débito no Brasil.

CRISE NO SETOR DE ADQUIRÊNCIA

O setor de maquininhas de cartões de crédito e débito enfrenta uma forte concorrência dos bancões. O Banco Itaú lançou inclusive um aplicativo de pagamentos que dispensa maquininha de cartão nos pagamentos; o Banco Safra fez o mesmo ao lançar a SafraWallet.

No caso do iti do Itaú a concorrência é bem agressiva, o banco está cobrando taxa de apenas 1% para processar vendas com cartões de crédito pelo aplicativo, o menor custo do mercado!

No mesmo movimento do Banco Itaú, a Cielo está correndo para lançar o Cielo Pay, aplicativo que permitirá vendas por QR Code com pagamentos com cartões de crédito que dispensam as maquininhas. O Banco Inter é outro que trabalha em um aplicativo que permitirá pagamentos por aproximação sem a necessidade de maquininha, algo que o banco prometou revolucionar o setor de pagamentos no Brasil.

A forte concorrência tem obrigado as pequenas adquirentes a reduzir ainda mais a taxa no processamento das vendas ou então a investirem em soluções de pagamentos alternativas as maquininhas de cartões e, por consequência, possuem taxas menores.

Embora a saída dos bancos poderá dar pluralidade ao setor e tirar a concentração dos pagamentos dos grandes bancos, a saída dos “bancões” também poderá encarecer o custo dos pagamentos, visto que deve reduzir consideravelmente a concorrência no setor de pagamentos no Brasil, pois tirará grandes players do mercado.

Fonte: Coluna Lauro Jardim – Blog O Globo





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